A decisão do governo federal de afrouxar os prazos de financiamento deve estimular o crescimento do crédito para a compra de veículos. De acordo com o sócio da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, o crescimento deve ser de 20%. “Será a segunda maior expansão de crédito em 2012, ficando atrás somente do crédito voltado ao setor imobiliário”, completa.

Durante participação no XXI Congresso e Expo Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Nóbrega afirmou que o Brasil criou as condições necessárias para avançar, mas que ainda precisa melhorar muito os investimentos em infraestrutura, educação e estimular o empreendedorismo.

Entre outras projeções para o próximo ano, o executivo mencionou o declínio da taxa de câmbio, que deve chegar a R$ 1,65, e a redução da taxa de juro básica, a Selic, para 9,5% ao ano já em abril de 2012, o que considera uma medida questionável, pois pode provocar uma onda inflacionária.

Facilitação do crédito
O Banco Central, decidiu no dia 11 de novembro retirar o aumento do fator de ponderação de risco para empréstimos de até 60 meses sem entrada, sendo que a limitação para financiamentos acima desse prazo foi mantida.

Com a alteração, o fator de ponderação de risco nas operações de arrendamento ou de financiamento de veículos garantidas por alienação fiduciária, com prazo de até 60 meses, voltaram aos patamares anteriores, de 75% ou 100%.

O fator de ponderação de risco de 75% equivale a 8,25% de requerimento de capital, o de 100% é igual a 11% do requerimento de capital, e o de 150%, a 16,50%, enquanto que o de 300% (aplicado em outros tipos de operações) é de 33%.