Estar empregado não é condição determinante para que os brasileiros comprem pela internet. Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a probabilidade de consumo pela internet dos desempregados não é diferente da probabilidade de compra de quem pertence à população economicamente ativa.
Estatisticamente, em uma escala até 1, as chances de compra de quem não está trabalhando é de 0,306 e as dos empregado é muito semelhante, de 0,296. Para o instituto, essa diferença não é significativa.
O estudo, divulgado nesta quinta-feira (2), aponta que, em 2009, quase 12 milhões de internautas compraram pela internet – 19% do total de internautas daquele ano, que foi de 63 milhões. E que do total de empregados, 25% fizeram compras virtuais, número, dessa vez, bem diferente do total de desempregados – 15% deles compraram pela internet em 2009.
Para realizar a pesquisa, o Ipea utilizou dados da TIC Domicílios de 2009 e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Letramento digital
O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Luís Claudio Kubota, que apresentou a pesquisa, explicou que 20% dos usuários das áreas urbanas compraram pela web e 9% dos usuários de áreas rurais fizeram o mesmo.
Por renda, a classe A concentrou 59% das compras virtuais, seguida das classes B (33%), C (13%) e das classes D e E (5%). O técnico avaliou que, embora seja evidente que as classes de maior renda tenham a maior probabilidade de comprar no e-commerce, outros fatores contribuem para que a baixa renda não compre em maior proporção, como o fato de a maior parte dos pagamentos on-line serem feitos por meio do cartão de crédito – instrumento que não alcança toda a população.
“Do ponto de vista da inclusão dos consumidores de menor nível econômico e de escolaridade, o crescimento da renda propicia maior acesso, mas um ponto que é muito importante é o letramento digital, pois existe um risco envolvido nessas transações”, afirmou. “Existe um risco do mal uso do cadastro, de não ser efetuada a entrega. E é fundamental a questão do letramento digital. Se você não adota medidas adequadas, há um aumento das fraudes eletrônicas”, explica.
Por região, do total de compradores, 23% estão no Sudeste, 12% no Nordeste, 20% no Sul, 19% no Norte e 19% no Centro-Oeste. De acordo com Kubota, de maneira geral, os consumidores do Norte tem maior propensão a comprar pela internet que os da região Nordeste.
Por faixa etária, existe uma proporção maior de compradores de internet com idade entre 25 e 59 anos. Dentro dessa faixa etária, a proporção é maior entre aqueles com idade de 35 a 44 anos, que concentraram 29% dos compradores.
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Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/suascontas/mesmo-desempregado-brasileiro-compra-pela-internet-aponta-ipea-1?page=0,
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