quarta-feira, 25 de maio de 2011

MPF recomenda devolução de R$ 430 milhões a clientes do Santander e Itaú-Unibanco

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) enviou recomendações aos bancos Santander e Itaú-Unibanco solicitando a devolução de aproximadamente R$ 430 milhões referentes a clientes que tiveram tarifas cobradas indevidamente entre 2008 e 2010.
Segundo o MPF, os bancos descumpriram a resolução 3518/2008 do Banco Central, que entrou em vigor em 30 de abril de 2008. Caso não devolvam os valores, as instituições estão sujeitas a processos judiciais, segundo o MPF.
“O Banco Central já se manifestou, de forma definitiva, acerca da ilegalidade da cobrança desses encargos desde abril de 2008, quando entrou em vigor a resolução que estabelece as tarifas que podem ser cobradas pelo bancos. Portanto, todos os consumidores que foram cobrados a partir dessa data devem ser devidamente ressarcidos", disse o procurador do caso, Claudio Gheventer.
Santander
O Santander deve ressarcir cerca de R$ 265 milhões pelo repasse de encargos de operações de crédito (Reoc), que se refere a custos incorridos pelo banco em operações de crédito e arrendamento mercantil que eram repassados ao cliente.
De acordo com o MPF, o banco efetuou as cobranças entre junho de 2008 e agosto de 2009, mesmo após ter sido comunicado pelo Banco Central da irregularidade em janeiro de 2009. "O Santander se dispôs a ressarcir somente a quantia cobrada após a comunicação, o que o MPF rejeita, pois a resolução do BC que rege a regularidade das cobranças já estava em vigor", diz o MPF.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Santander afirmou que procedeu de acordo com a legislação e a regulamentação existentes à época e disse que já apresentou esses argumentos ao Ministério Público. Quanto à recomendação, o banco afirmou que já recebeu e está “analisando seu conteúdo”.
Itaú-Unibanco
Já o o Itaú-Unibanco deve restituir mais de R$ 165 milhões cobrados a título de comissão sobre operações ativas (COA) e multas por devoluções de cheques.
A COA era cobrada quando concedido crédito rotativo ou refinanciamento de operações no cartão de crédito (nesses casos, operações de cartão de crédito transformam-se em operações de crédito).
De acordo com o MPF, o Itaú-Unibanco cobrou R$ 26,50 de multa por cada cheque devolvido entre abril de 2008 e maio de 2009 (o que totalizou R$ 64,2 milhões). Além disso, houve débito irregular de R$ 100,8 milhões referente à COA, entre maio de 2008 e abril de 2010. Segundo o MPF, o banco se prontificou a restituir apenas os valores cobrados a partir de setembro de 2009.
Procurada, a assessoria de impresa do banco não se pronunciou sobre o assunto até a publicação desta matéria
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

IBGE: 6 cidades do Brasil somam 25% do total do PIB

Os seis municípios com as maiores participações no Produto Interno Bruto (PIB) do País, todos capitais, representavam em 2008 cerca de 25% do PIB brasileiro:

                     São Paulo        -    11,8%
                     Rio de Janeiro  -      5,1%
                     Brasília            -      3,9%
                     Curitiba           -      1,4%
                     Belo Horizonte -      1,4%
                     Manaus           -      1,3%

São Paulo, apesar de se manter como a principal economia, perdeu participação no PIB brasileiro de 2007 (12,1%) para 2008. Os dados foram divulgados neste mês de maio, na pesquisa PIB dos Municípios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que os 1.313 municípios com os menores PIB - onde residia 3,4% da população em 2008 - respondiam por apenas 1% do PIB do País. 'A concentração permanece semelhante à dos anos anteriores', observam os técnicos do instituto no documento de divulgação da pesquisa. Os cinco municípios de menor PIB em 2008 foram: Areia de Baraúna (PB), São Luis do Piauí (PI), São Félix do Tocantins (TO), Santo Antônio dos Milagres (PI) e São Miguel da Baixa Grande (PI), em ordem decrescente.
De acordo com a pesquisa, de 2007 para 2008, Campos dos Goytacazes (RJ) apresentou o maior ganho de participação porcentual no PIB do País, de 0,8% para 1,0%, 'devido ao aumento de produção de petróleo e gás natural e à alta do preço do petróleo'. Por sua vez, o município de São Paulo, 'com economia extremamente integrada à do Estado', perdeu participação principalmente em alguns segmentos da indústria de transformação, como o de metalurgia básica - não ferrosos, produtos farmacêuticos, indústria de máquinas para escritório e equipamentos de informática. Nos serviços, houve perdas em alguns itens do varejo, como revendedores de veículos e distribuição de combustíveis.
PIB per capita
No que diz respeito ao PIB per capita (por pessoa), o município de São Francisco do Conde (BA) tem o maior do País (R$ 288.370,81). A coordenadora da pesquisa, Sheila Zani, ressalta que o resultado do PIB per capita representa a geração de riqueza nos municípios dividida pela população - mas não revela a riqueza apropriada. Ou seja, muitas vezes o tamanho da população é que determina a posição de determinado município no ranking. São Francisco do Conde, por exemplo, tem baixa densidade demográfica e abriga a segunda maior refinaria em capacidade instalada do País.
O município de Jacareacanga, localizado no sudoeste do Estado do Pará e na divisa com o Amazonas e o Mato Grosso, possuía, em 2008, o menor PIB per capita (R$ 1.721,23) entre os 5.564 municípios brasileiros. Os técnicos do IBGE explicam que esse município tinha, aproximadamente, 60% da sua economia dependente da administração pública e alto grau de dependência de transferências governamentais.
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Fonte: http://estadao.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=26695173&b=1Por JACQUELINE
         FARID, estadao.com.br, Atualizado: 10/12/2010 10:16

terça-feira, 17 de maio de 2011

Economia brasileira cresce 7,5% em 2010, maior avanço em 24 anos

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil fechou 2010 com alta de 7,5% contra 2009, o maior crescimento desde 1986, quando o índice também cresceu 7,5%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2009, ano em que a economia brasileira sofreu os efeitos negativos da crise global, o PIB do Brasil mostrou queda de 0,6% contra 2008.
Ainda segundo o instituto, o PIB de 2010 em valores correntes somou R$ 3,675 trilhões. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, explica que o crescimento de 10,3% na demanda interna foi o principal responsável pelo crescimento do PIB no ano passado.
A variação do PIB no ano passado contra ano anterior ficou dentro das estimativas do AE-Projeções (entre 7,3% e 7,7%).
A economia brasileira registrou aumento de 0,7% no quarto trimestre do ano passado contra o terceiro trimestre de 2010. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB apresentou alta de 5% no quarto trimestre de 2010. Os resultados também vieram dentro do intervalo das expectativas.
Investimento
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 0,7% no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, a FBCF subiu 12,3% no quarto trimestre do ano passado. Com o resultado anunciado hoje, a FBCF acumulou expansão de 21,8% em 2010 ante 2009.
Segundo o instituto, a taxa de investimento (FBCF/PIB) no quarto trimestre de 2010 foi de 18%. No terceiro trimestre do ano passado, a taxa de investimento tinha sido de 19,4%.
Em 2010, a taxa de investimento foi de 18,4%, a segunda maior da década, segundo informou hoje o IBGE.
Durante a divulgação das contas nacionais, o instituto divulgou uma lista das taxas anuais de investimento de 2000 a 2010. No período, a taxa de investimento do ano passado só não foi maior do que a de 2008, quando atingiu 19,1%. Em 2009, a taxa de investimento foi de 16,9%.
A variação recorde da 21,8% na FBCF em 2010 refletiu forte interesse dos produtores de elevar sua capacidade produtiva, direcionando seus gastos na compra de máquinas e equipamentos, nas palavras do coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Luis Olinto Ramos. Ele comentou que, dentro da FBCF de 2010, 55,2% foram originados de máquinas e equipamentos.
'O que podemos perceber aí é um gasto relacionado a investimentos, e também relacionado a gastos habitacionais. Mas pelo que podemos observar, é possível dizer que os produtores estão aumentando sua capacidade produtiva, ou aproveitando para renovar estoques de bens de capital', afirmou ele, comentando que, pelo menos em 2010, é possível perceber este interesse por parte dos produtores.
Ele admitiu que o Programa de Sustentação de Investimento (PSI) do BNDES, que oferece financiamento para compra de máquinas e equipamentos e que deve terminar em março deste ano, pode ter ajudado a compor este bom cenário na FBCF em 2010, além de programas de financiamento voltados para a construção civil. Mas preferiu não tecer comentários sobre a sustentabilidade deste movimento em 2011, lembrando que o IBGE não faz previsões.
Consumo das famílias em alta
O consumo das famílias, segundo o IBGE, registrou alta de 2,5% no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do mesmo ano. Já na comparação com o quarto trimestre de 2009, o consumo das famílias aumentou 7,5% nos últimos três meses do ano passado, fechando 2010 com expansão de 7%.
De acordo com o IBGE, o consumo do governo teve queda 0,3% no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do ano passado e cresceu 1,2% ante o quarto trimestre de 2009. No acumulado de todo o ano de 2010, o consumo do governo teve uma expansão de 3,3%.
Setores: indústria cresce 10% em 2010
O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria caiu 0,3% no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB da indústria no quarto trimestre de 2010 mostrou alta de 4,3%. Ainda segundo o instituto, o PIB da indústria cresceu 10,1% em 2010 ante 2009.
O crescimento recorde do ano passado foi influenciado pelo bom desempenho da extrativa mineral e de setores que se beneficiaram do aumento das linhas de crédito, como a construção civil e a indústria de transformação.
O segmento extrativo mineral apresentou um incremento de 14,8% sobre 2009, influenciado pelo minério de ferro, que registrou um aumento superior a 100% no ano passado. Já o aumento do crédito foi o principal componente a puxar a alta de 6,2% da construção civil. O crédito beneficiou ainda a indústria de transformação, que responde por 58% do PIB.
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, a maior oferta de linhas de financiamento para bens de capital contribuiu para aumentar a produção de máquinas e equipamentos e da indústria automotiva.
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária caiu 0,8% no quarto trimestre de 2010 ante o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB da agropecuária teve aumento de 1,1% no quarto trimestre de 2010. Ainda segundo o instituto, o PIB da agropecuária cresceu 6,5% em 2010 contra 2009.
O Produto Interno Bruto (PIB) de serviços mostrou alta de 1% no quarto trimestre de 2010 contra o terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB de serviços mostrou alta de 4,6% no quarto trimestre de 2010. Ainda segundo o instituto, o PIB de serviços subiu 5,4% em 2010 ante 2009.
Revisões
O IBGE revisou de 2,1% para 2,5% o crescimento do PIB do quarto trimestre de 2009 frente o terceiro trimestre de 2009. O instituto anunciou ainda que revisou de 2,3% para 2,2% a expansão do PIB no primeiro trimestre de 2010 ante o quarto trimestre de 2009, enquanto o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2010 foi revisado de 1,8% para 1,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Já a expansão do PIB no terceiro trimestre de 2010 passou de 0,5% para 0,4% frente o segundo trimestre do ano passado.

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Fonte: http://estadao.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=27876391&b=1, por Alessandra Saraiva e       
         Monica Ciarelli, da Agência Estado, estadao.com.br

domingo, 15 de maio de 2011

Pacote de tarifa bancária sobe até 124%

Três anos depois de o Banco Central (BC) adotar normas para padronizar as tarifas bancárias, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez um levantamento que chega a três conclusões principais: o pacote que inclui vários serviços ficou até 124% mais caro; as receitas dos bancos com tarifas subiram, em média, 30%, acima da inflação de 18% do período; e as queixas ao BC sobre o tema continuaram crescendo.
'A padronização das tarifas foi positiva, pois organizou a nomenclatura para os clientes', disse a gerente jurídica do Idec, Maria Elisa Novais. 'Mas ainda falta clareza para o consumidor, que não sabe bem o que pode ter gratuitamente e se o pacote oferecido é adequado para seu nível de renda', exemplificou.
O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, engloba as sete maiores instituições financeiras de varejo: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, HSBC e Banrisul. Segundo o Idec, uma cópia do trabalho foi entregue ao BC na terça-feira da semana passada. A assessoria do BC confirmou o recebimento, mas observou que, até ontem, o documento não havia sido encaminhado à área responsável por essa regulamentação, o Departamento de Normas.
A pesquisa revela, por exemplo, que o Pacote Simples para correntistas do Santander saiu de R$ 8,90 por mês em abril de 2008 (quando a norma passou a vigorar) para R$ 19,90 em março. É uma alta de 124%. Procurado, o banco informou que 'os valores auferidos em 2008 e em 2011 não correspondem ao mesmo pacote de serviços'. 'O atual pacote tem inúmeros serviços e vantagens adicionais.'
Outra revelação é que, na média, as receitas dos bancos com tarifas cresceram 30% entre dezembro de 2008 e dezembro de 2010 (as datas são diferentes porque o Idec, neste caso, utilizou os balanços anuais divulgados pelas instituições). A Caixa foi o banco que teve a maior expansão no intervalo: 83%.
O Idec também constatou que, apesar das regras, as queixas em torno de tarifas continuaram a crescer - segundo analistas, era de se esperar o contrário, porque a normatização veio para facilitar o entendimento. De abril de 2009 (quando o BC mudou a nomenclatura de seu ranking de queixas) a março de 2010, houve 1.406 reclamações contra tarifas. Nos 12 meses seguintes, foram 1.553, alta de 10%.
Em resposta ao Idec, o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) André Luiz Lopes dos Santos reconhece que 'pode haver um déficit de informação'. 'É praticamente impossível controlar a postura de cada vendedor (funcionário).'
Ele pondera, no entanto, que a própria Febraban tem um site (www.febraban-star.org.br) no qual é possível comparar as tarifas entre as instituições. 'Sei que, na hora de abrir uma conta, no banco, é difícil lidar com tanta informação. Mas uma consulta ao site deixa o cliente mais bem preparado para decidir.'

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Fonte: http://estadao.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=28683566Por Leandro Modé, estadao.com.br

sábado, 14 de maio de 2011

Inadimplência no País sobe 1,5% em abril, diz Serasa

A inadimplência do consumidor subiu pelo segundo mês consecutivo em abril, após ter caído no primeiro bimestre do ano. De acordo com dados da Serasa Experian, a inadimplência subiu 1,5% no mês passado em relação a março. Na comparação a abril de 2010, a inadimplência aumentou 17,3%, o que representa a 12ª elevação anual consecutiva. No acumulado de janeiro a abril, o indicador registra alta de 20,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os economistas da Serasa Experian atribuem o crescimento da inadimplência ao aumento da inflação, que reduz o poder de compra da população, e ao maior endividamento das pessoas. Em comunicado, a entidade diz que 'a renda cada vez mais comprometida com as dívidas e os gastos realizados em decorrência dos feriados prolongados elevaram a inadimplência do consumidor em abril'. No texto, a Serasa Experian lembra que abril teve 19 dias úteis, o que contribuiu para uma elevação menor na comparação com março (21 dias úteis).
Segundo a Serasa, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestação de serviços como luz e telefone, por exemplo) e as dívidas bancárias, que representam juntas quase 87% do indicador, foram as principais responsáveis pela alta da inadimplência em abril, com contribuição de 1,7% cada uma. Por outro lado, as dívidas com títulos protestados e cheques sem fundo caíram e contribuíram negativamente com 0,2% e 1,7%, respectivamente.
Valor da dívida
No primeiro quadrimestre de 2011, o valor médio das dívidas não bancárias caiu 19% e o das dívidas com bancos diminuiu 5,5%, na comparação com o mesmo período de 2010. Títulos protestados e cheques sem fundo apresentaram crescimento de 7,8% e 6,6%, respectivamente, na mesma base de comparação, de acordo com a Serasa Experian.
O valor médio da dívida não bancária foi de R$ 312,44 nos últimos quatro meses, ante média de R$ 385,51 no primeiro quadrimestre de 2010. Nas dívidas com os bancos, o valor médio caiu para R$ 1,284,76 de janeiro a abril deste ano (era de R$ 1.359,11 no mesmo período do ano passado). Nos títulos protestados, a dívida média subiu de R$ 1.161,20 para R$ 1.251,68 e nos cheques sem fundos a média passou de R$ 1.206,89 para R$ 1.286,29.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Código de Defesa do Consumidor completa 20 anos com novos vilões

Telefonia, planos de saúde e bancos respondem pelo maior número de queixas de consumidores duas décadas após a criação do CDC (Código de Defesa do Consumidor), comemorados hoje (11/05). Com queixas quanto à informação prestada, qualidade do serviço e cobranças indevidas, eles superaram ao longo dos anos os setores de locação de imóveis e mensalidade escolar, pesadelos quando a lei foi criada.
Desde então, a superinflação acabou e vários serviços foram privatizados e se massificaram, como a telefonia. No passado, um telefone era um bem comemorado pela família, mas hoje é motivo comum de reclamações. O setor lidera pelo 13º ano seguido a lista de reclamações ao Procon-SP, segundo balaço parcial de 2010, com o total de queixas até julho (364,8 mil).
Especialistas afirmam que o CDC trouxe muitos benefícios. Entre eles a maior conscientização do consumidor sobre seus direitos. Mas, segundo eles, a aplicação precisa ser aperfeiçoada.
Segundo um dos criadores do código, o advogado e ex-procurador geral de Justiça de São Paulo, José Geraldo Brito Filomeno, uma das conquistas foi permitir que abusos de empresas fossem vistos como um prejuízo coletivo. Antes do CDC e da Constituição, os problemas eram tratados como questão individual. Dependendo do caso, usava-se o Código Civil, Comercial ou Penal.
Ele afirma que, nesses 20 anos, o código mudou a visão do consumidor e das empresas. Ele cita uma pesquisa do órgão de pesquisas DataSenado, de 2009, que mostrou que 46% das pessoas conheciam o código, haviam recorrido a ele ou conheciam alguém que o havia usado.
As empresas, diz Filomeno, 'viam o CDC como um perigo à ordem econômica, mas hoje o aplaudem'. 'Até porque, com a globalização da economia, o código tem sido encarado como o indutor da qualidade dos produtos colocados no mercado nacional e internacional.'
Agências. Um dos setores que mais temeram a criação do código foi o financeiro. Em 2006, o setor financeiro protagonizou uma das principais disputas jurídicas desses 20 anos: a confirmação por parte do STF (Supremo Tribunal Federal) de que relações entre clientes e bancos estão sujeitas ao código. Os bancos tentavam com ação judicial eximir-se de cumprir a lei.
O setor é um dos que ainda demonstram resistência em cumprir as regras afirma Maria Elisa Novais, gerente jurídica do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Para ela, o crescimento do número de brasileiros com conta em banco e a expansão do crédito nos últimos anos não foram, muitas vezes, acompanhados de uma relação correta entre empresa e cliente.
'Há muitas queixas por falta de informações dos contratos e dos pacotes de tarifas. Também não são poucas as vezes em que o consumidor recebe um cartão de crédito sem saber por que e sofre alguma cobrança', diz Maria Elisa. Ela cobra uma atuação mais firme do regulador do setor, o Banco Central.
Apesar da resistência de empresas ao CDC, Maria Elisa avalia que a lei permanece atual, capaz de ser aplicada até em novos tipos de relação comercial, como as transações pela internet.
Maria Inês Dolci, coordenadora da associação de defesa de consumidores Pro Teste, também critica a atuação das agências reguladoras. Segunda ela, em vez de criar uma relação de equilíbrio, privilegiam as empresas, por exemplo, quando abrem consultas públicas por apenas um mês, em linguagem de difícil entendimento para o consumidor.
Multas. A atuação dos Procons, que devem fiscalizar empresas e mediar soluções, é vista como limitada pelo governo federal, que enviou ao Congresso um projeto de lei para fazer com que as negociações dos Procons sejam levadas em conta nos juizados de pequenas causas. Desde 2007, o Procon-SP autuou 8.633 empresas; dos processos administrativos abertos, 3,1 mil resultaram em multas pagas - outros não foram finalizados ou renderam outras punições.
'Podemos convencer as empresas a assumir compromisso de redução de queixas, inscrevê-las em dívida ativa, cadastro de inadimplentes e até influenciar o Judiciário a determinar pagamento de multa. O principal é a empresa corrigir a conduta', diz Roberto Pfeiffer, do Procon-SP.

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          estadao.com.br, Atualizado: 11/9/2010 0:29

terça-feira, 10 de maio de 2011

Educação financeira nas escolas melhora conhecimento dos jovens, diz pesquisa

Interessante artigo foi publicado pelo site Info Money sobre a educação financeira nas escolas. O artigo diz que o ensino de educação financeira nas escolas traz uma influência positiva sobre o conhecimento de economia e o comportamento dos jovens brasileiros. A constatação parte de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (09/05) pelo Banco Mundial.



De acordo com o levantamento, efetuado com alunos de escolas públicas participantes da primeira fase do programa piloto de educação financeira da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), patrocinado pela BM&FBovespa, houve mudanças significativas tanto nos estudantes entrevistados, como em seus familiares.
Primeira etapa
A pesquisa foi realizada em escolas públicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Tocantins, Distrito Federal e Minas Gerais e foi dividida em duas fases. Na primeira, os alunos e seus pais responderam a um questionário com cerca de 150 perguntas a fim de medir o nível de conhecimento e atitudes em relação ao dinheiro.
Segundo o levantamento, 63,1% dos entrevistados costumam direcionar seus recursos para a compra de roupas, enquanto 45,7% gastam com lazer, 37,1% com lanches, 23,4% com alimentação e 18,8% com transporte.
A pesquisa também mostrou que apenas 61% negociam a forma de pagamento e 35% dos estudantes não pesquisam modelos ou marcas semelhantes antes de comprar.
Os hábitos de poupança também foram avaliados: somente 15,7% costumam guardar dinheiro para projetos futuros.
Segunda etapa
Na segunda etapa, foram introduzidas nas escolas participantes conceitos de educação financeira. Entretanto, apenas metade dos jovens recebeu as atividades para que pudesse ser feita a comparação.
De acordo com os resultados da pesquisa, os alunos que receberam conceitos financeiros desenvolveram mais habilidades para entender contextos econômicos, como a análise do orçamento familiar.
O entendimento sobre o que era inflação, por exemplo, que antes era compreendido por 33% dos entrevistados, atingiu 36% dos alunos que tiveram as aulas. “Apesar de as diferenças não serem acentuadas, estamos felizes pelos resultados, pois o Brasil foi o País onde mais se constatou o impacto da educação financeira se comparado com os demais países que passaram por esse mesmo teste”, afirmou o especialista sênior do Banco Mundial, Rogelio Marchetti.
Maior alfabetização financeira
Ainda de acordo com o levantamento, estudantes do sexo feminino tiveram maior nível de alfabetização financeira, assim como alunos com melhor condição socioeconômica e com pais que atuam no setor formal da economia.
Já entre os alunos que repetiram, pelo menos, um ano escolar e cujas famílias pertencem a grupos de baixa renda, os níveis de conhecimento nesse tema foram menos assimilados.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como acompanhar seu fundo de investimento de forma adequada?

Ao contrário do que muitos pensam, acompanhar o desempenho do fundo de investimento é algo importante e que deve ser feito por todos os aplicadores.
“Muitos clientes entram no mercado de fundos imaginando que não precisam acompanhar. Eles pensam que, pelo fato de não estarem operando diretamente com o dinheiro, podem ficar tranquilos. Mas não é bem assim. Tem de ficar de olho, até para ver se tem outro fundo melhor no mercado”, ressalta o diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sérgio Quintella.
Segundo o especialista, em alguns fundos, esse acompanhamento deve ser ainda maior, devido aos riscos embutidos na operação. É o caso dos fundos que operam alavancados, em que os gestores efetuam operações com derivativos. Neles, é preciso acompanhar antes mesmo de começar a investir.
“Nos fundos multimercado alavancados, por exemplo, é possível que o investidor perca o valor aplicado e até mais do que investiu. É claro que essa seria uma situação de caos, muito difícil de acontecer, porque dificilmente o gestor deixaria chegar a esse ponto, mas é uma possibilidade”, ressalta Quintella.
Acompanhar desde o início
Por isso, segundo ele, o acompanhamento deve começar mesmo antes da escolha do fundo. “O investidor tem de pesquisar aquele que se adequa melhor ao seu perfil e necessidades”, ressalta.
O especialista do Money Fit, Antônio De Julio, concorda. “Nos casos de fundos alavancados, por exemplo, o investidor precisa saber se vai ter 'estômago' para aguentar as oscilações do investimento. Este tipo de fundo é bom quando a tendência está a seu favor”.
Acompanhamento diário
Geralmente, o valor das cotas do fundo pode ser visto diariamente por meio do site da instituição em que se aplica. Mas,de acordo com o sócio da Claritas Wealth Management, Cláudio Mifano, acompanhar todos os dias o desempenho não é uma boa opção.
“Olhar diariamente agrega muito pouco para o investidor e vai trazer muita ansiedade. Dependendo do fundo, vai ser natural alguns dias de perdas e outros de ganho maior”,  diz.
Por isso, o ideal é o investidor se abster um pouco dessa volatilidade de curto prazo. “Acompanhar todo dia não faz muito sentido, você acaba vendo o curto prazo e não enxerga o macro”, ressalta Mifano.
Verificar mês a mês
Para ele, o acompanhamento do fundo deve ser feito mensalmente. “É importante ter esse controle até mesmo para saber como está a rentabilidade do fundo e identificar algum problema que possa ter acontecido”, aponta o executivo.
De acordo com Mifani, quando a rentabilidade do fundo ficar muito fora do que se espera, o investidor deve tentar entender o que trouxe esse desempenho ruim.
“Ele tem de ver se foi um evento pontual ou se foi um evento que pode vir a acontecer com mais frequência. Pode ter havido alguma alteração relevante ou na própria estrutura do fundo, como a saída do gestor”, ressalta.
Nesses casos, ele aconselha que o investidor comece a acompanhar o fundo mais atentamente. “Você coloca aquele fundo em luz amarela e acompanha ele mais de perto, para tentar entender um pouco melhor o que aconteceu e o por que do desempenho”, diz o executivo.
Depois desse acompanhamento, se o fundo não melhorar o desempenho, pode ser hora de mudar de produto. “Caso passe um tempo maior e o fundo permaneça aquém do esperado, pode ser o caso de buscar uma outra alternativa”, aponta
Rentabilidade passada
De acordo com os especialistas, a escolha do gestor e a análise do histórico daquele fundo também são importantes e merecem grande atenção do investidor antes mesmo de optar por um determinado produto. “ A rentabilidade passada não é garantia de ganhos no futuro, mas é uma boa maneira de analisar as possibilidades”, aponta Quintella.
De Julio, do Money Fit, tem a mesma opinião. “É importante ver como o fundo se comportou em momentos de crise, como em 2008, por exemplo”, aponta.
Fundos de ações
Por se tratarem de investimentos em renda variável, os fundos em ações merecem uma atenção até maior do que os fundos de renda fixa, de acordo com Quintella. Isso porque, assim como nos fundos multimercados alavancados, existe a possibilidade de rendimento negativo.
“Nos casos de fundos de ações, assim como no investimento direto em ações, é importante pensar sempre no longo prazo”, diz o profissional.
Fundos de gestão ativa e passiva
O especialista do Money Fit lembra que existem os fundos de gestão ativa e aqueles de gestão passiva.“Os fundos de gestão passiva estão relacionados a algum índice, como o Ibovespa, por exemplo. Ou seja, se o Ibovespa subir, as cotas do fundo sobem e se ele cair, elas também caem. Já os de gestão ativa não se relacionam especificamente com nenhum indicador”, ressalta De Julio.
Por isso, nos casos de fundos de gestão ativa, o investidor deve se atentar mais para o trabalho do gestor e para o desempenho do fundo.
Taxas de administração
Observar bem as taxas de administração cobradas e pesquisar antes mesmo de optar por determinado fundo é outra recomendação dos especialistas.
"A diferença entre uma taxa de 2% ao ano para outra de 4% é muito grande, que vai influenciar muito na rentabilidade, nos 'juros sobre juros' dos investimentos”, afirma o diretor da Valore. “É diferente de ir na loja e pedir um desconto de 2%, que muitas pessoas acham que nem vale a pena. No caso de investimentos, qualquer briga por 1% vale muito a pena”, completa.
Cotas
É importante lembrar que nos fundos de investimento, os prazos para resgate são diferentes de quando se investe diretamente nos ativos.
“Isso gera muita confusão. Nos casos de fundos de ações, por exemplo, se você pedir o resgate hoje, o valor da cota será do dia seguinte (D+1) e o crédito do valor será em 4 dias (D+4), diferentemente de quando você vende suas ações, em que já sabe o valor exato da cotação do papel e a liquidação é em D+3”, diz Quintella. 
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Consumo da classe A1 é o que mais deve crescer em 2011

Apesar de representar apenas 0,5% dos domicílios brasileiros, a população da classe mais alta de renda, a A1, será responsável pelo maior crescimento do consumo em 2011.
De acordo com o IPC Maps, da IPC Marketing, divulgado na segunda-feira (2/05), o consumo dessa faixa de renda – a qual pertence a população com renda média familiar mensal de R$ 13,1 mil - sairá dos R$ 66,697 bilhões em 2010 para R$ 87,523 bilhões este ano, um avanço de 31,22% - o maior entre as classes sociais.
Na sequência aparecem as classes C1 e B2, com alta de 19,60% e 12,52%, nesta ordem.
Números
Segundo o levantamento, a única classe que irá apresentar redução no consumo em 2011 será a E, cuja população tem renda média familiar mensal de R$ 490, como mostra a tabela abaixo:
Consumo 2011
O consumo dos brasileiros deve chegar a R$ 2,452 trilhões, em 2011, apresentando um crescimento superior a R$ 250 bilhões, quando comparado com o IPC Maps 2010 (cerca de R$ 2,2 trilhões). Em termos reais, os cálculos mostram que as despesas das famílias crescerão ligeiramente abaixo do PIB (4,1%), indicando um aumento populacional da ordem de 1,2%.
Potencial de consumo por classe social
Classe20102011% (2011/2010)
A1R$ 66.697.531.105R$ 87.523.045.50431,22
A2R$ 351.804.031.669R$ 353.007.266.3440,34
B1R$ 477.334.925.123R$ 488.877.086.0102,42
B2R$ 495.696.215.166R$ 592.464.997.37019,52
C1R$ 368.231.794.466R$ 440.410.354.33519,60
C2R$ 211.425.648.586R$ 249.522.003.17218,02
DR$ 113.430.026.764R$ 113.778.880.0610,31
ER$ 4.512.300.856R$ 3.634.218.785-19,46
Fonte: IPC Maps / IPC Marketing Editora
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Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/suascontas/artigo.aspx?page=0&cp-documentid=28596778

terça-feira, 3 de maio de 2011

CONTRAN estabelece novo prazo para instalação de chip antifurto em veículos

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira (29) a Deliberação nº 111, que altera os prazos para instalação do chip antifurto nos veículos novos, tantos os nacionais como os importados.
A implantação da operação assistida teve início em agosto de 2009 e deveria terminar em 30 de novembro deste ano. O objetivo dela é validar o funcionamento dos sistemas de bloqueio autônomo, bloqueio remoto e função de localização do chip antifurto.
Os veículos que devem conter o chip antifurto são automóveis, camionetas, caminhonetes, utilitários, caminhões, ônibus, micro-ônibus, ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos e quadriciclos.
De acordo com a nova deliberação, a partir do dia 15 de janeiro de 2012, 20% da produção total de veículos destinada ao mercado interno brasileiro deve conter o chip antifurto.
A partir do dia 15 de março do ano que vem, 40% dos veículos devem conter o equipamento. Esse índice sobe para 70%, a partir de 15 de junho de 2012. Já a partir do dia 15 de agosto, toda a frota deve estar equipada, incluindo caminhões-tratores, reboques e semirreboques.
No caso das motos, o dispositivo deverá estar em 5% delas a partir de 15 de janeiro do próximo ano. O percentual sobe para 15% a partir de 15 de março de 2012, para 20% a partir de 15 de abril do mesmo ano e para 50% a partir de 15 de novembro do ano que vem. Já a partir de 15 de janeiro de 2013, o chip deverá ser instalado em toda a frota.
O que é o dispositivo antifurto?
A resolução 245/2007 do Contran segue o previsto na Lei Complementar 121, que criou o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos de Cargas.
Segundo a Resolução 245, que determina ser obrigatória a instalação de dispositivos antifurto nos veículos novos, o equipamento deverá ter um sistema que possa bloquear e localizar o veículo.
Para usar a função de bloqueio, não será necessário contratar nenhum serviço, em razão de a função já vir de fábrica, disponível para uso. Já em relação à localização, a ativação dessa função não será obrigatória e o proprietário deverá decidir sobre a habilitação do equipamento.
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BANCOS: LIMITE DE SAQUE DURANTE A NOITE É AMPLIADO PARA R$ 300

Clientes de alguns bancos já conseguem sacar até R$ 300 entre 22h e 6h nos caixas eletrônicos que ficam abertos durante este horário.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) enviou uma recomendação aos bancos aumentando este limite, que vigorava desde 1997. De acordo com a entidade, “os clientes reivindicavam um ajuste às instituições financeiras”.
Entretanto, não são todos os bancos que adotaram o novo valor. “Foi uma orientação, os bancos não são obrigados a aumentar o limite”, disse a entidade, por meio da sua assessoria de imprensa.
Bancos
O Banco do Brasil e o Bradesco confirmaram que já estão adotando o limite de R$ 300 para as transações durante o período noturno. Já a Caixa Econômica Federal disse que o limite permanece em R$ 100 e que está estudando se haverá ou não aumento.
O Itaú Unibanco, por sua vez, não divulgou a informação, alegando motivos de segurança para os seus clientes.
Limite
Segundo a Febraban, o limite de saques durante a noite foi criado em dezembro de 1997, atendendo solicitação do Governo, em decorrência dos problemas ocasionados pelos apagões de luz, mas a medida acabou se tornando eficaz como forma de segurança aos assaltos realizados à noite.
Por meio de nota, a Federação disse que a elevação do valor dos saques não terá influência na recente onda de arrombamentos a caixas eletrônicos. “Os criminosos buscam o carregamento de cédulas dos equipamentos e não o valor sacado por clientes. Além do mais, os caixas que têm sido alvo das quadrilhas são justamente aqueles que ficam desligados após as 22h”, afirma a entidade.
Nas agências bancárias, o espaço do autoatendimento destinado aos caixas eletrônicos fecha às 22h. Entretanto, caixas eletrônicos localizados em estabelecimentos como postos de gasolina, aeroportos, rodoviárias e outros locais que possuem esquema de segurança, funcionam durante toda a madrugada, com um limite de saque reduzido.
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