Mesmo a contragosto da oposição e de alguns setores de partidos aliados, o resultado foi o esperado e o governo aprovou na noite desta quarta-feira (16) o valor do salário mínimo de R$ 545,00.
As outras duas propostas da oposição, uma de R$ 600,00 e outra de R$ 560,00, foram derrubadas com folgas, tendo alcançado mais de 240 votos de diferença.
Embora o placar tenha sido folgado não significa que o governo teve um dia fácil, tranquilo. Foram mais de dez horas de sessão, com os ânimos acirrados.
O presidente da Câmara, o petista Marco Maia, declarou que estava apreensivo e que foi dormir fazendo contas.
O líder do PT, Paulo Teixeira, não quis saber daquela história de já ganhou, declarando: “Quando você joga, você não pode falar em vitória antes do término".
Vitória, no caso, para o governo, é a aprovação do salário mínimo de R$ 545,00. Mais do que isso, garantem os governistas, significa ameaça de inflação, já que cada real de aumento acarreta gastos de quase R$ 300 milhões a mais no pagamento de benefícios e aposentadorias.
Argumento que foi suficiente para convencer os partidos da base aliada, com exceção do PDT, que não fechou questão. Mas nada que animasse muito a oposição. O PSDB que havia apresentado proposta de um mínimo de R$ 600,00 já havia previsto a dificuldade de aprovação de sua proposta tendo seu líder, Deputado Duarte Nogueira, declarado:"É uma batalha muito difícil",
O Democratas e as centrais sindicais defenderam R$ 560,00. “Nós estamos sabendo desde o começo que não é fácil enfrentar a máquina do governo", já afirmara Paulinho, presidente da Força Sindical.
Foi nesse clima que o ministro Luiz Sérgio de Relações Institucionais, deu a senha. "A ordem é ir para o voto", diz o ministro, fazendo valer a sua força para aprovação do valor desejado, mostrando que, ao menos nesse ínicio de governo, tem o controle de sua base na Câmara Federal.
A sessão iniciou às 13h40, sob protesto das centrais sindicais e culminou com a aprovação do valor de R$ 545,00, conforme desejado pelo governo.
O aumento de 6,86% do mínimo aprovado, garante apenas a correção inflacionária e terá um impacto de R$ 10,5 bilhões ao ano sobre as contas públicas já previsto no Orçamento para 2011.
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