A História nos conta que a palavra mercado remonta a
períodos anteriores à existência da moeda, em que os artigos produzidos eram trocados
entre si para suprir as necessidades das pessoas. Assim,quem podia produzir
mais de um casaco de lã, trocava i casaco excedente por algo que necessitava ou
desejava, como por exemplo, cinco galões de vinho. Era a época do escambo.
A troca de artigos excedentes deu origem ao termo mercado,
significando o local onde as pessoas se encontravam para trocar mercadorias.
Com a evolução, os meios utilizados para as trocas
comerciais se alteraram: da moeda-mercadoria chegamos, hoje, ao papel-moeda ou
à moeda-escritural (como,por exemplo, o cheque).
Da mesma forma, também o mercado – no início constituído por
apenas dois representantes, aquele que possuía o excedente e aquele que dele
necessitava – adquiriu novas feições.Surgiram os intermediários dessas trocas –
instituições financeiras – e ouve a necessidade da intervenção de reguladores –
o Estado.
Até mesmo a palavra mercado, que antes designava apenas o
local das trocas, ampliou seu significado para o conjunto de elementos
envolvidos no comércio de um determinado produto: produtores, consumidores,
intermediários, regulamentos, preço, etc. Hoje, quando falamos no mercado da
maça, estamos nos referindo a um conjunto de pessoas que as produzem, as
apreciam (consumidores finais), os atravessadores, os doceiros, os preços praticados,
etc.
Assim como podemos nos referir ao mercado da maça, ou do
café, falamos também do Mercado Financeiro, cujo produto comercializado é o uso
do dinheiro no tempo, que significa a transferência temporária, entre agentes
econômicos (produtores primários, industriais, comerciantes, instituições
financeiras e investidores) da capacidade de consumo, ou seja, do poder de
compra que a posse do dinheiro proporciona.
Da mesma forma que em outros
mercados é necessárias a existência do produtor da mercadoria,também no Mercado
Financeiro é preciso que haja os “produtores” dos recursos a serem
transferidos. São os poupadores,que será assunto de uma próxima postagem.
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Fonte: Apostila Orientando Investimentos Financeiros, Banco
do Brasil